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Percurso alimentar

Nunca fui escanzelada e sempre gostei de comer. Esta combinação é fatal. Aos 21 anos deixei de comer carne por solidariedade aos animais (sim os peixes são animais mas não me enternecem tanto) e porque a carne nunca me encheu as medidas. Não era daquelas cujos olhos brilham quando vêm um bom bife.
Mas dou carne aos meus filhos e cozinho carne sem problema nenhum.
Quando casei pesava 54 quilos. Tenho 1m69cm. Segundo o Cartão de Cidadão um bocadinho menos e ainda quero tirar isto a limpo. Alguém me mentiu!
Toda vida andei em dietas inventadas por mim que obviamente nunca correram bem. Não comer nada o dia todo, só comer sopa, só comer fruta, seivas. Nunca tive excesso de peso mas a realidade é que também nunca estive em paz absoluta com a minha condição física.
Durante a gravidez da minha primeira filha engordei 17 quilos. Comia gelados às escondidas e mentia sobre o assunto. Recuperei algum peso com a ajuda de uma nutricionista mas nunca regressei ao peso anterior, não culpa da nutricionista, mas minha.

Com o segundo filho portei-me bastante melhor e engordei 10/12 quilos. Estava mais consciente e com menos tempo para comer.
Uns dias antes de ele fazer dois meses iniciei uma dieta que talvez tenha revolucionado a minha maneira de pensar. Primeiro percebi que se pode fazer dieta a dar de mamar e ter um filho saudável. Dei de mamar até aos 7 meses em exclusivo e ele esteve sempre acima do percentil 90. Depois percebi que nunca somos velhos demais para deixar entrar na nossa alimentação novos sabores e acima de tudo novos hábitos.

Com esta dieta perdi muito rapidamente 12 quilos e mantive com alguns altos e baixos mas nada de descontrolado.

Então porque é que não estou no meu peso ideal neste momento? Porque sou uma pessoa e não uma máquina.
Basicamente é esta a resposta.
Há inúmeras razões que me levam a comer fora da dieta. Falta de tempo, cansaço, frustrações, festas, jantares e família toda junta, e às vezes só mesmo porque sim.

Hoje, foi um desses dias. Atrasos de manhã e pressa para sair com o cão, aliado à fome e pouca coisa em casa para comer.
Então o pequeno almoço foi um pão de azeitonas e chá verde - sei que o pão é ridículo de pequeno e que podia ser uma torrada carregada de manteiga ou um croissant com queijo mas não esquecer que estou em dieta - posto isto, não me fico a sentir mal por isso. Não quero viver sem pão que é a coisa que mais adoro, quero é não precisar dele todos os dias e saber como compensar quando o como.

Sei que se mantiver o exercício como parte da minha vida e das minhas rotinas poderei comer um pão de vez em quando sem peso na consciência.

Outra coisa, adoro mas adoro tomar pequeno almoço fora, beber café e a verdade é que há poucas opções saudáveis para além dos pães mais escuros ou integrais. Faz falta por aí ou no que já existe incluir-se estas opções: fruta, queijos magros, sumos frescos, opções sem glúten para os intolerantes e para os simpatizantes, no fundo alternativas para quem gosta da rotina do pequeno almoço (ou lanche) fora mas saudável.




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