Avançar para o conteúdo principal

Estas férias

Todos os anos anseio pelas férias. Normalmente é sempre após períodos de trabalho intenso do meu marido, quando os miúdos já estão esgotados da escola e eu ansiosa por quebrar as rotinas dos nossos dias. Este ano é/foi muito diferente.
Estamos juntos desde o início de Março, 5 meses. Todos os dias sem excepção. O meu marido foi trabalhar em Junho e eles mantiveram-se comigo em casa. 
Este ano a vontade de férias não era pelas saudades uns dos outros, não era pela necessidade de estar juntos, mas para sair do nosso sítio. 
Não tanto mudar as rotinas dos últimos meses mas mudar o chip, aproveitar sem grandes obrigações, ignorar (ainda mais) os horários, facilitar (ainda mais) as refeições. 
A verdade é que eles estão fartos uns dos outros e de nós também. Vejo quando os juntamos com primos, tios, avós que respiram de alívio. Descontraem. 
Fazem um intervalo mental de nós. 
E nós pais, ou pelo menos eu, estamos com a rédea curta. Trouxemos bagagem. 
A ideia de férias, este ano, mudou. Não viemos na ânsia de sempre e ao mesmo tempo queremos e precisamos de aproveitar como nunca. Queremos que tudo corra bem, bom ambiente, miúdos fáceis e felizes e agradecidos pelo que temos e pela sorte de poder viver para além do resto e às vezes parece que estão ainda mais exigentes, talvez por tudo isso. 
Estas férias têm tudo para correr bem e vão correr bem. Como adultos somos capazes de fechar os olhos e pôr em perspectiva o que nos trouxe até aqui e quão sensíveis estamos, cada um pelo seu motivo. Foi um ano completamente atípico que está a terminar aqui, nestas duas semanas, com toda a gente a desconfiar à sua maneira. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Só agora percebi o quanto o queria

O mês passado, quando fizemos 11 anos de casados, e já completamente ciente do resultado, fiz um teste de gravidez e deu positivo. Eram 5h30 da manhã. Mandei uma mensagem à minha médica em pânico porque já tenho 40 anos e desorientada com o resultado ao que me respondeu: "Mariana, que todas as notícias inesperadas sejam de um bebé". Não dormi mais até o António acordar e lhe contar o resultado em lágrimas. Estive os 2 anos seguintes após o nascimento da Luísa com muita vontade de ter um quarto filho. Decidimos no entanto que não iria acontecer e talvez no último ano tenha aceitado que a nossa "conta" estava feita. Não esperávamos mas aconteceu e nunca pensámos em alternativa alguma senão ter este bebé com todas as dificuldades que também considerámos. A casa, o dinheiro, as escolas, a nossa independência, a nossa idade, os riscos envolvidos. A nossa dinâmica estar já tão fluida e natural. Tanta coisa que pesava "contra" nós. Mas a ideia foi cre...

23 semanas (e um dia)

Passaram 15 dias desde a última actualização e tudo está maior. Eu no geral e também a minha barriga. Fizemos a ecografia morfológica e é impossível a Luísa estar mais saudável e mais enérgica. Durante toda a ecografia não parou e mostrou-se em toda a sua beleza. A médica disse que ela grande e gordinha. Está do tamanho de uma papaia, com cerca de 550 gramas e quase 30 cm! Comigo também está tudo óptimo e não há sinais de parto prematuro - que temos sempre em conta uma vez que no início tive um descolamento. Não tenho azia, nem dores no corpo, nem de cabeça e só ao final do dia, quando me sento, é que sinto o peso todo do dia ali mesmo no sofá. A fase em que estou é óptima porque ainda me mexo e durmo bem, apesar de estar com o sono muito mais leve. Mas de longe esta é a gravidez que mais me está a custar. Primeiro porque não estou mais nova, depois porque - e este é o grande motivo - tenho um filho que ainda quer colo e a quem ainda lho quero quero dar, e muito. E brincar, e correr...

Resumo do jogo.

via Instagram