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Treino #8 e a motivação

Quando comecei este projecto, há pouco mais de um mês tinha dois medos.

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Um de ser uma pessoa absolutamente normal que faz milhares de asneiras com a alimentação, que não é nem pretende ser perfeita ou um exemplo a seguir e que quer mudar a vida mas não mudar de vida, e isso tornar-me numa pessoa sem interesse para um blog e para um projecto que se tornou público.

O meu outro medo era não ser capaz. Mais do que não ser capaz fisicamente, era ter preguiça, não me apetecer, arranjar desculpas para não treinar. Desistir.

Depois há um clique que nos faz querer usar o esforço para nos sentirmos bem, é o sentimento de eu sou capaz, que é completamente recompensador.

Esse clique é o que me falta muitas vezes quando tenho opção saudável e opção menos saudável para uma refeição e escolho a pior.
Acho que é o grande problema de todas as mulheres e de todas as pessoas no geral que gostam de comer. Aquele segundo antes de asneirar. A emoção é muito mais rápida que a razão e segue um pão com queijo ao lanche em vez de uma peça de fruta ou outra opção qualquer.

Deito-me sempre a pensar que amanhã é que vou ser exemplar e passar pelas tentações com toda a superioridade.

Depois há o fim de semana em que sinceramente tento preocupar-me pouco porque a vida são dois dias. Normalmente o meu truque é comer bem em casa porque em casa da mãe ou da sogra há sempre coisas boasOs treinos ajudam a manter o foco e passamos a viver a pensar que esforcei-me tanto que agora não quero estragar tudo e com uma sensação de evolução. Sentir que estou a ficar mais forte, mais capaz e mais resistente dá uma adrenalina como em poucas coisas na vida. Sentir que estou mais precisa e eficaz nos movimentos - continuo a achar-me completamente lenta, trapalhona e descoordenada, que já aguento muito melhor uma prancha e que se me pedirem para fazer um exercício já o reconheço pelo nome. 
Se quiserem experimentar gratuitamente um treino diferente e espectacular ainda há 4 vagas aqui







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