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Delego tudo, menos ser mãe.

Ontem mandaram-me isto, já tarde.
Uma amiga enviou-me e o desafio era não chorar. Ela conhece-me mas não me conhece assim tão bem, apesar de ter a certeza que me ia identificar com este vídeo. Porque é claro que chorei.

O vídeo é lindo e é um trailer de um filme. 1000 dias fala dos primeiros tempos e da importância que esses primeiros tempos têm e marcam na vida de um bebé, aliás, na vida de um adulto.

É um documentário da Produtora Maria Farinha Filmes que conta com grandes cabeças ligadas à economia, ensino, psicologia,  a falarem sobre o papel da mãe, a importância da mãe (e também do pai) na vida destes seres que um dia serão do mesmo tamanho que nós. Em todos os campos: crescimento, alimentação, saúde.

Escrevi dez vezes o que estes vídeos me fizeram sentir e dez vezes apaguei. Quando os virem vão perceber que seria muito redutor eu tirar conclusões.

Mas a verdade é que foram a resposta perfeita e que eu precisava ouvir. Ser mãe não é nenhuma cruz nem nenhuma prisão, nem sequer nenhum drama. É duro, é difícil e as mães estão sempre a queixar-se. Faz parte.

Mas se perguntarem a qualquer mãe se gostaria de delegar, não tarefas - isso todas queremos - mas um bocadinho da importância que temos e que iremos sempre ter na vida dos nossos filhos, acredito que todas diríamos que não. É um sentimento egoísta e às vezes absolutamente injusto. Ser mãe também é isso. Querer ficar com os louros.

Podem ver o primeiro trailer aqui.



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