Avançar para o conteúdo principal

Delego tudo, menos ser mãe.

Ontem mandaram-me isto, já tarde.
Uma amiga enviou-me e o desafio era não chorar. Ela conhece-me mas não me conhece assim tão bem, apesar de ter a certeza que me ia identificar com este vídeo. Porque é claro que chorei.

O vídeo é lindo e é um trailer de um filme. 1000 dias fala dos primeiros tempos e da importância que esses primeiros tempos têm e marcam na vida de um bebé, aliás, na vida de um adulto.

É um documentário da Produtora Maria Farinha Filmes que conta com grandes cabeças ligadas à economia, ensino, psicologia,  a falarem sobre o papel da mãe, a importância da mãe (e também do pai) na vida destes seres que um dia serão do mesmo tamanho que nós. Em todos os campos: crescimento, alimentação, saúde.

Escrevi dez vezes o que estes vídeos me fizeram sentir e dez vezes apaguei. Quando os virem vão perceber que seria muito redutor eu tirar conclusões.

Mas a verdade é que foram a resposta perfeita e que eu precisava ouvir. Ser mãe não é nenhuma cruz nem nenhuma prisão, nem sequer nenhum drama. É duro, é difícil e as mães estão sempre a queixar-se. Faz parte.

Mas se perguntarem a qualquer mãe se gostaria de delegar, não tarefas - isso todas queremos - mas um bocadinho da importância que temos e que iremos sempre ter na vida dos nossos filhos, acredito que todas diríamos que não. É um sentimento egoísta e às vezes absolutamente injusto. Ser mãe também é isso. Querer ficar com os louros.

Podem ver o primeiro trailer aqui.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Só agora percebi o quanto o queria

O mês passado, quando fizemos 11 anos de casados, e já completamente ciente do resultado, fiz um teste de gravidez e deu positivo. Eram 5h30 da manhã. Mandei uma mensagem à minha médica em pânico porque já tenho 40 anos e desorientada com o resultado ao que me respondeu: "Mariana, que todas as notícias inesperadas sejam de um bebé". Não dormi mais até o António acordar e lhe contar o resultado em lágrimas. Estive os 2 anos seguintes após o nascimento da Luísa com muita vontade de ter um quarto filho. Decidimos no entanto que não iria acontecer e talvez no último ano tenha aceitado que a nossa "conta" estava feita. Não esperávamos mas aconteceu e nunca pensámos em alternativa alguma senão ter este bebé com todas as dificuldades que também considerámos. A casa, o dinheiro, as escolas, a nossa independência, a nossa idade, os riscos envolvidos. A nossa dinâmica estar já tão fluida e natural. Tanta coisa que pesava "contra" nós. Mas a ideia foi cre...

23 semanas (e um dia)

Passaram 15 dias desde a última actualização e tudo está maior. Eu no geral e também a minha barriga. Fizemos a ecografia morfológica e é impossível a Luísa estar mais saudável e mais enérgica. Durante toda a ecografia não parou e mostrou-se em toda a sua beleza. A médica disse que ela grande e gordinha. Está do tamanho de uma papaia, com cerca de 550 gramas e quase 30 cm! Comigo também está tudo óptimo e não há sinais de parto prematuro - que temos sempre em conta uma vez que no início tive um descolamento. Não tenho azia, nem dores no corpo, nem de cabeça e só ao final do dia, quando me sento, é que sinto o peso todo do dia ali mesmo no sofá. A fase em que estou é óptima porque ainda me mexo e durmo bem, apesar de estar com o sono muito mais leve. Mas de longe esta é a gravidez que mais me está a custar. Primeiro porque não estou mais nova, depois porque - e este é o grande motivo - tenho um filho que ainda quer colo e a quem ainda lho quero quero dar, e muito. E brincar, e correr...

Ter só um filho é canja!

Não gosto de me esquecer quando tinha "só" uma filha. O início foi o maior caos por que já passei, os sonos dela, contados ninguém acredita. Foi uma adaptação muito dura física e emocionalmente, mas a Leonor compensava tudo. Um bebé um bocadinho bicho do mato. Nunca me importei. Aliás respeito tanto a personalidade deles enquanto bebés (e crianças) que às vezes sou mal interpretada ou considerada galinha chata ou super protectora. Não me chateia. É como é. Quando ela começou a crescer as coisas tornaram-se mais fáceis. Ela sempre foi muito fácil, tirando o sono e não comer nada de especial, mas feliz, a amar a vida, sorridente. Hoje tenho três filhos e quando olho para trás, na vida que tínha(mos) só com um parece-me tão fácil. Mais tempo, menos logística, mais espontaneidade, mais orçamento. Ela andava connosco por todo o lado, deitava-se à meia noite se fosse preciso e comia de boião. Mas é só uma questão de perspectiva porque não foi fácil. O primeiro filho é dose....