De manhã é preciso preparar o pequeno almoço, vestir, orientar as coisas da escola, nós tomarmos banho e vestir e também tomar pequeno almoço.
Enquanto isto acontece há pedidos. Ver um filme (??), procurar coisas perdidas, gerir quedas, birras, cansaço matinal, preguiça matinal, mau feitio matinal.
Quando é o pai e a mãe, naqueles casos normais, o pai e a mãe dividem.
Mesmo que nem sempre seja irmamente, há ali dois pares de olhos e mãos e pernas e isso é o mundo!
Levar à escola, ir buscar, dar banhos, vestir pijamas, jantar e deitar são rotinas que uma vez ou outra não custa ser só um a fazer.
Diariamente custa, e custa muito.
Imagino que ser mãe (ou pai que também os há) solteira/o deva ser absolutamente duro e esgotante.
A gestão emocional de ser mãe solteira seja por que razão for, e o marido não estar lá, o pai não estar lá e abraçar todos esses sentimentos que são da mãe e que são dos filhos e depois a gestão da logística que é orientar a casa, as rotinas e as tarefas e nunca poder dizer: agora não posso.
Agora não posso ir buscar água, agora não posso ir contigo à casa de banho, agora não posso mudar a fralda nem pôr a meia que caiu, nem apanhar tudo do chão.
Agora preciso de meia hora.
Agora quero ver o telejornal.
Agora quero estar calada e não me apetece responder se o céu é sempre azul.
Agora quero amar-te um bocadinho mais de longe.
Um pai solteiro não delega. Está ali, sempre. Disponível dentro das suas limitações, constantemente em gestão de tempo e de organização das coisas, de todas as coisas.
Um pai solteiro dá sempre o jantar e conta sempre ele a história. Não empresta nada dos seus dias com os filhos e é a ele que convém estar saudável, bem disposto e positivo.
Se o pai viajou há uma luz, o pai já vem. Se é uma situação permanente, as mães solteiras são, a partir de hoje, as grandes heroínas da minha vida.
O mês passado, quando fizemos 11 anos de casados, e já completamente ciente do resultado, fiz um teste de gravidez e deu positivo. Eram 5h30 da manhã. Mandei uma mensagem à minha médica em pânico porque já tenho 40 anos e desorientada com o resultado ao que me respondeu: "Mariana, que todas as notícias inesperadas sejam de um bebé". Não dormi mais até o António acordar e lhe contar o resultado em lágrimas. Estive os 2 anos seguintes após o nascimento da Luísa com muita vontade de ter um quarto filho. Decidimos no entanto que não iria acontecer e talvez no último ano tenha aceitado que a nossa "conta" estava feita. Não esperávamos mas aconteceu e nunca pensámos em alternativa alguma senão ter este bebé com todas as dificuldades que também considerámos. A casa, o dinheiro, as escolas, a nossa independência, a nossa idade, os riscos envolvidos. A nossa dinâmica estar já tão fluida e natural. Tanta coisa que pesava "contra" nós. Mas a ideia foi cre...
Hoje tenho mesmo de comentar! :) Toca-me a mim! É tudo isso e muito mais! É a responsabilidade de querer mostrar que se é capaz, que se consegue. Que tudo depende de si. Desde a educação, o respeito, o carinho, o jantar, o banho, o que é preciso levar para o colégio. Não esquecer o dia da natação ou do ballet. Não esquecer o medicamento ou que amanhã é dia de ginástica... Sem poder dividir tarefas com ninguém.Tenho um post (entre vários) sobre isso (http://osdiasdabi.blogspot.pt/2015/05/ai-educar-esse-bicho.html) Mas no fim, a nossa ligação, o nosso amor, é indestrutível!
ResponderEliminarUm grande beijinho
Bi
Não me considero uma heroína....mas se calhar no fundo tenho que reconhecer que sim! E porque o "tudo se cria" para mim não chega...para o meu filho eu quero tudo!!! (pois ele só merece isso...não pediu para nascer e por isso merece só e apenas o melhor) A única certeza que tenho é que cada dia que passa o amo cada vez mais...o resto é um dia de cada vez! Amo-te muito meu V!!!!
ResponderEliminarViva todas as heroínas!!! (mesmo as que não se conseguem reconhecer como tal)