Avançar para o conteúdo principal

As mulheres são muito chatas.

Contra mim falo obviamente.
Mas as mulheres são muito chatas.
Assisti no consultório.
O bebé, de uma mísera semana chora.
Pai: o que é que ele tem?
Mãe: o que é que achas?
Pai encolhe os ombros. Mãe revira os olhos.
As mulheres sabem tudo sobre os seus bebés. Topam-lhe os sinais. Todos. Sabem quando têm fome,  quando têm sono,  quando querem colo.  Os pais eventualmente também. Mas eventualmente e se as mães deixarem,  e em alguns casos, ajudarem. 
As mães são as chicas espertas do assunto. E se por um lado adoram dizer às amigas que "ele ajuda imenso" por outro estão prontas a atirar-lhe facas quando ele não ouviu à primeira o bebé chorar.
Não vou desculpar os homens nem os vou fazer de coitados - acredito que andaram de mãos à abanar durante tempo demais à custa disso - mas a verdade é que os homens não nasceram formatados e as mulheres conseguem ser umas chatas.
Esta combinação por vezes é suficiente para afastar o pai,  lhe retirar o direito e de lhe dar razões suficientes para um dia mais tarde, recusar o dever alegando um vai lá tu que eu não sei o que fazer.
Se o homem tenta adivinhar é chacinado sem misericórdia.
- Querida, acho que o bebé está com fome.
- Achas mesmo? Acabou de comer vê lá tu!
Ser pai ao início é um papel ingrato. Se a mãe anda a adivinhar, o pai anda completamente às cegas a amar tanto o seu filho como a mãe,  a querê-lo da mesma forma, a não fazer ideia de metade do que se passa na sua mini vida. A lidar com hormonas explosivas.
Há espaço para os dois. E o bebé precisa dos dois. Precisa de um segundo colo em que confie sem reservas, de se habituar ao seu cheiro....
Precisa de conquistar o pai desde os primeiros momentos, de crescer com ele.
De ser (também) seu filho.

Comentários

  1. Não podia concordar mais. Nós somos muito chatas, temos a mania que sabemos tudo e que ninguém é capaz de fazer as coisas como nos. Eu tive uma criança que teve a sorte de ter, desde que nasceu, um grande e presente pai. É porquê? Porque ele quis, mas tb porque eu deixei! Tudo de bom

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Um dia muito feliz

Hoje é um dia muito feliz. Há exactamente 4 anos nascia a minha filha Leonor. Tenho tanto a dizer sobre ela, que não posso. Este post é para comemorar as 5000 mil pessoas que seguem a Mãe já vai no Facebook. , as mais de 700 no Instagram e as mais de 100 mil visualizações aqui no blog. Tantos motivos para estar feliz que não podia dar pulos de alegria sozinha. A mim, juntou-se a Seesaw ,  uma marca que é da alma e do coração de duas queridas amigas mais do que talentosas e que eu tanto gosto. Todos já devem conhecer os seus baloiços lindos. Gostem delas e de tudo o que fazem tão bem aqui . A Mustela é a primeira marca em que penso quando penso em maternidade.  Esteve presente nas minhas duas gravidezes,  nos meus dois filhos recém nascidos e agora,  em novas etapas da vida. A Gymboree é especialista no desenvolvimento das crianças e promove-o através de brincadeiras que estimulam as crianças,  a sua criatividade,  a actividade física e cognitiva....

Vem aí coisa boa... da Mustela

Estou quase a fazer anos. Daqui a 10 dias. E a Mustela lembrou-se de oferecer um presente espectacular, mas não a mim!! Aos seguidores do blog! A mim parece-me lindamente porque a verdade é que sempre gostei de dar e oferecer este presente tem um valor especial. Este kit é um habitué cá de casa nos primeiros meses do bebé e a verdade é que o cesto dura eternamente e serve para muitas coisas.  Para casa e para o bebé de alguém com muita sorte vai isto:  Dermo-lavante Hydra-Bebé Corpo Hydra-Bebé Rosto Creme Zona Fralda 123 Toalhetes Dermo-Suavizantes Soro Fisiológico Uma das três cores à escolha. Para ganharem basta gostarem da A Mãe Já Vai e claro da Mustela  e partilharem o post de forma pública (isto é muito importante e s  estas partilhas serão consideradas válidas). Conforme o número de participações o sorteio será feito através do random.org ou de forma mais original que depois conto. (participações 6ª feira e resultado na 2ª dia 26)

A solidão de estar contigo.

Leonor Cresci a querer ser mãe. Fazia contas em papelinhos, jogos da agulha e imaginava quantos filhos teria, com que idade, os nomes. Sempre achei que esse s eria o grande papel da minha vida.  Tinha uma ideia idílica sobre ser mãe . Eu e o bebé, num quarto branco, numa cadeira de baloiço, música de fundo, um prato com queques e chá e o mundo inteiro feliz à minha volta. Tinha ideia de que nunca mais estaria sozinha assim que tivesse um filho. E nunca mais estive. Zé Maria Com muitas amigas a serem mães ao mesmo tempo que eu, apercebi-me da enorme solidão que é ter um recém nascido. Chorei muito no pós parto dos meus filhos mas nunca me senti deprimida mas algumas (muitas) vezes perdida, desorientada e ansiosa. Estive sempre feliz e tranquila quanto baste. Emocional, hormonal e tudo aquilo a que tinha direito. Os primeiros tempos  não queremos lá ninguém, mas não queremos estar sozinhas. Não queremos ajuda mas precisamos dela. Não queremos que os tirem da...