Avançar para o conteúdo principal

Mãe.

Tem formas diferentes este amor.
Há quem o carregue durante 9 meses (ou quase) e há quem o encontre de outra maneira mas começa a partir do momento em que o sentimos. No nosso coração. 
É um amor como nada igual. Que apesar de tanta coisa que sofre, nunca diminui, só aumenta. Todos os dias. 
É um amor que se torna maior, mais forte e por esse amor compreendemos, aceitamos, aguentamos. Sorrimos.
Carregamos na barriga, às costas, aos ombros, no colo.
Limpamos as feridas, as lágrimas, as dores.
Movemos montanhas, derrubamos muros, levamos o mundo à frente se for preciso. Não olhamos a meios, ficamos cegas, intolerantes, inamovíveis, inabaláveis.
Choramos, desesperamos, desanimamos e arranjamos forças onde nem sabemos porque é o amor que vale a pena e que está lá, do dia um e até sempre. 
Tudo pode acontecer à sua volta, à volta desse amor que nem nos interessa, está lá, sempre.
Sobrevive ao cansaço, às hormonas, aos desequilíbrios, às faltas, às perdas.
E é um amor tão simples, tão puro. Que se alimenta de pequeninas e enormes coisas que o fazem agigantar-se em segundos mesmo depois das tempestades. É um amor que não precisa de muito. Está lá. Na sua mais pura forma, em todo o seu instinto, nos gestos, nas palavras, nos silêncios, nos beijinhos de boa noite e de bom dia, nos abraços.
É um amor insubstituível, único. Que não vê por fora, que não lhe interessa nada para além da alma.
É um amor sem descrição.
É um amor vibrante, histérico, exagerado. Que nos faz sorrir como nada, que nos aconchega e nos chega em absoluto.
Ser mãe é ser gigante em nós, chegar tão longe quanto podemos, conseguir o que nunca imaginaríamos conseguir, superarmos as nossas fraquezas e encontrarmos o nosso melhor neles. Nos filhos.
E sorrir, todos os dias, por eles.

Comentários

  1. Muitos parabéns pela sua linda família.
    Nós por aqui somos só o número mágico, 3 ou o eterno presépio!
    No entanto, achei lindas as frases finais e sinto que a minha filha me faz ser gigante todos os dias à 9 anos.
    ACC

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que bom. Muito obrigada pelas suas palavras e é mesmo bom o que os filhos nos fazem sentir. Espero que dure para sempre. Um grande beijinho

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Só agora percebi o quanto o queria

O mês passado, quando fizemos 11 anos de casados, e já completamente ciente do resultado, fiz um teste de gravidez e deu positivo. Eram 5h30 da manhã. Mandei uma mensagem à minha médica em pânico porque já tenho 40 anos e desorientada com o resultado ao que me respondeu: "Mariana, que todas as notícias inesperadas sejam de um bebé". Não dormi mais até o António acordar e lhe contar o resultado em lágrimas. Estive os 2 anos seguintes após o nascimento da Luísa com muita vontade de ter um quarto filho. Decidimos no entanto que não iria acontecer e talvez no último ano tenha aceitado que a nossa "conta" estava feita. Não esperávamos mas aconteceu e nunca pensámos em alternativa alguma senão ter este bebé com todas as dificuldades que também considerámos. A casa, o dinheiro, as escolas, a nossa independência, a nossa idade, os riscos envolvidos. A nossa dinâmica estar já tão fluida e natural. Tanta coisa que pesava "contra" nós. Mas a ideia foi cre...

23 semanas (e um dia)

Passaram 15 dias desde a última actualização e tudo está maior. Eu no geral e também a minha barriga. Fizemos a ecografia morfológica e é impossível a Luísa estar mais saudável e mais enérgica. Durante toda a ecografia não parou e mostrou-se em toda a sua beleza. A médica disse que ela grande e gordinha. Está do tamanho de uma papaia, com cerca de 550 gramas e quase 30 cm! Comigo também está tudo óptimo e não há sinais de parto prematuro - que temos sempre em conta uma vez que no início tive um descolamento. Não tenho azia, nem dores no corpo, nem de cabeça e só ao final do dia, quando me sento, é que sinto o peso todo do dia ali mesmo no sofá. A fase em que estou é óptima porque ainda me mexo e durmo bem, apesar de estar com o sono muito mais leve. Mas de longe esta é a gravidez que mais me está a custar. Primeiro porque não estou mais nova, depois porque - e este é o grande motivo - tenho um filho que ainda quer colo e a quem ainda lho quero quero dar, e muito. E brincar, e correr...

Resumo do jogo.

via Instagram