Se todas dissermos a verdade a maternidade torna-se simples. Aliás a vida.
Se todas dissermos a verdade os 9 meses de gravidez tornam-se mais fáceis. Os quilos que engordamos. As dúvidas. As pequenas e as grandes dores.
Se todas dissermos a verdade às vezes só queremos ficar na cama e fechar as luzes e descansar as pernas e o peso da barriga.
Se todas dissermos a verdade temos medo do parto e expectativas do parto e do hospital e da equipa e do bebé. Será que vem de perfeita saúde?
Será que vou dar conta do recado? Vai mamar? Não mamar? Comer bem? Dormir bem? Vou levar pontos? Ter dores?
Se todas dissermos a verdade passamos mal com as noites mal dormidas. A cabeça passa mal. O corpo passa mal. O casamento passa mal.
Se todas dissermos a verdade há dias em que o casamento se entrega às séries e ao sofá. Há dias em que não sabemos como chegamos ao fim do mês, como vamos ter dinheiro para as contas para a escola para as férias.
Se todas dissermos a verdade há gritos. Há dias em que não os podemos ver. Em que ninguém se pode ver. Há falta de paciência. De vontade. De tempo.
Se dissermos todas a verdade a nossa casa tem dias que nem o senhor do gás pode ver de relance.
Se todas dissermos a verdade não falamos só das coisas boas mas também falamos das más. Das complicadas. Das difíceis.
Falamos dos medos quando os vemos crescer e das nossas fragilidades enquanto pais e pessoas imperfeitas e reconhecemos erros e defeitos e maneiras irritantes de ser e manias que chateiam os outros.
Se todas dissermos a verdade somos incoerentes. Intransigentes. Voltamos atrás com a palavra e às vezes guardamos segredo. Damos papas e sumos e doces e fast food e cedemos nas birras e perdemos o rumo.
Se todas dissermos a verdade somos mais. Mais a sermos iguais. Normais. Como a nossa amiga e como a rapariga que trabalha ao nosso lado e iguais à nossa vizinha e à miúda que tem um blogue.
Se todas dissermos a verdade as mães tornam-se pessoas e não o herói em que nos querem transformar, o faz tudo, o pau para toda a obra, estoica, rija, forte, incansável, inabalável, sem limites.
Se todas dissermos a verdade deixamos de estar sozinhas.
Hoje é um dia muito feliz. Há exactamente 4 anos nascia a minha filha Leonor. Tenho tanto a dizer sobre ela, que não posso. Este post é para comemorar as 5000 mil pessoas que seguem a Mãe já vai no Facebook. , as mais de 700 no Instagram e as mais de 100 mil visualizações aqui no blog. Tantos motivos para estar feliz que não podia dar pulos de alegria sozinha. A mim, juntou-se a Seesaw , uma marca que é da alma e do coração de duas queridas amigas mais do que talentosas e que eu tanto gosto. Todos já devem conhecer os seus baloiços lindos. Gostem delas e de tudo o que fazem tão bem aqui . A Mustela é a primeira marca em que penso quando penso em maternidade. Esteve presente nas minhas duas gravidezes, nos meus dois filhos recém nascidos e agora, em novas etapas da vida. A Gymboree é especialista no desenvolvimento das crianças e promove-o através de brincadeiras que estimulam as crianças, a sua criatividade, a actividade física e cognitiva....
Tão verdade! sinto e penso o mesmo e tenho tentado reflectir sobre isso! não é nada fácil mas continuo a achar que todas as boas mães são Super-Mães imperfeitas, limitadas mas as melhores para os seus filhos!
ResponderEliminarQue tenham um bom ano, muito feliz e que continues a inspirar-nos! bjos doces
TOP!
ResponderEliminarÀs vezes pensamos que estamos sozinhas... É tudo verdade!
ResponderEliminarComo me revi ao ler estas palavras!
ResponderEliminarE é mesmo verdade... Se dissermos a verdade, vemos que há mais como nós, e mais disserem a verdade seremos mesmo muitas!
Beijinhos
fiz referencia a este post tendo em conta o meu texto sobre mães exaustas versus mães felizes.
ResponderEliminarbjs