Hoje vi o Zé Maria a levantar-se, ir buscar uma cadeira e sentar-se entre a Luísa e um menino que não a largava e lhe deu uns apertões. Olhei para ele e ele para mim: mãe, a Luísa já está protegida! Ele é bom da cabeça aos pés mas também é a prova que os bons não têm sempre que ser fracos. Antes pelo contrário. É na bondade que está a maior de todas as forças. Quase a fazer 4 anos.
O mês passado, quando fizemos 11 anos de casados, e já completamente ciente do resultado, fiz um teste de gravidez e deu positivo. Eram 5h30 da manhã. Mandei uma mensagem à minha médica em pânico porque já tenho 40 anos e desorientada com o resultado ao que me respondeu: "Mariana, que todas as notícias inesperadas sejam de um bebé". Não dormi mais até o António acordar e lhe contar o resultado em lágrimas. Estive os 2 anos seguintes após o nascimento da Luísa com muita vontade de ter um quarto filho. Decidimos no entanto que não iria acontecer e talvez no último ano tenha aceitado que a nossa "conta" estava feita. Não esperávamos mas aconteceu e nunca pensámos em alternativa alguma senão ter este bebé com todas as dificuldades que também considerámos. A casa, o dinheiro, as escolas, a nossa independência, a nossa idade, os riscos envolvidos. A nossa dinâmica estar já tão fluida e natural. Tanta coisa que pesava "contra" nós. Mas a ideia foi cre...
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