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Porra. É isto.

Tenho a sorte de ter amigas que me conhecem e me topam a milhas, que sentem muitas vezes o mesmo que eu ou que a determinada altura sabem, exactamente como me estou a sentir. Às vezes do nada recebo no whatsapp um link para um vídeo, uma frase, uma notícia. Normalmente vem de uma amiga que só me manda coisas boas e por isso sei que só posso ler quando parar. Quando estiver sozinha. 
Às vezes custa-nos assumir certas coisas da vida e de nós porque não queremos ser vistos como uma pessoa que se queixa, ou que nunca está satisfeita. Continuo a achar, e vou achar para sempre que não estar satisfeito, é bom. Às vezes não estar satisfeito significa só que queremos melhor ou que queremos melhorar. Estar insatisfeito não significa nem de perto nem de longe, ser infeliz. Antes pelo contrário. Quando se chega onde se quer a felicidade é imensa. 
Mas e quando se sente sempre uma falta de qualquer coisa? Toda a gente sente uma falta. E há faltas para todos os gostos. Queríamos ter mais disto ou daquilo. Em nós ou nos outros. Mais carinho. Mais respeito. Mais reconhecimento. Mais orgulho. Queríamos ter mais tempo. Mais dinheiro. Mais coisas. Cada pessoa tem direito a sentir as suas faltas e à sua maneira. Há que viva sem pensar no assunto e quando para se apercebe da falta que lhe faz o mar. Há que viva constantemente fixado em preencher essas faltas. Faltas pequenas, faltas grandes, faltas tão enormes que nem sabemos como é que há pessoas que consigam sequer respirar. Faltas. 
Eis que de repente este livro que já é de 2013 leva uma  pessoa (Jout Jout Prazer) fazer um vídeo e esse vídeo muda tudo. Talvez porque ela seja como ela é e fale desta maneira e leia como lê e comente como comenta e o livro seja das coisas mais inacreditáveis e "tão isto" que já li. 
Vejam o vídeo, quando estiverem sozinhas ou com os vossos maridos e depois digam. se não é mesmo isto.  

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